CENTROS DE CONTROLE CARDIOVASCULAR
O controle central da função cardiovascular ocorre através
da interação entre o tronco cerebral e os receptores periféricos específicos.
O tronco cerebral também recebe dados de centros cerebrais
superiores ( hipotálamo e córtex cerebral )
Os receptores cardiovasculares periféricos são de dois
tipos:
Barorreceptores:
Respondem a alteração de pressão.
Quimiorreceptores: Respondem a alteração química do sangue.
Os barorreceptores dividem-se em dois conjuntos diferentes
de acordo com a localização anatômica:
1 Arco aórtico e seio
carotídeo e
2 paredes dos átrios
e das grandes veias torácicas e pulmonares
Arco aórtico e seio carotídeo: Sensores arteriais de pressão
elevada monitorizam as pressões arteriais geradas pelo ventrículo esquerdo.
Quanto maior a pressão arterial, maior a distensão e maior a
taxa de descarga neural para os centros cardiovasculares no tronco cerebral.
Nas paredes dos
átrios e grandes veias torácicas e pulmonares: Sensores de baixa pressão
respondem às alterações dos volumes pulmonares.
Os barorreceptores
atriais e venosos regulam o volume de sangue através de seus efeitos sobre:
Atividade simpática renal
A liberação de hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina
( provocam retenção de sódio e água )
A liberação do fator natriurético atrial. ( potente
diurético)
Quimiorreceptores: São fortemente estimulados pela
hipoxemia.
Os principais efeitos cardiovasculares da estimulação dos
quimiorreceptores são:
Vasoconstrição
Aumento da FC
Somatorreceptores
3
sensores – mecânico; térmico; químico
Dor
Propósito da dor: mecanismo de proteção do corpo ocorre
sempre quando um tecido é lesado.
Mesmo
ficando sentado por muito tempo na mesma posição, é diminuído o fluxo sanguíneo
na região comprimida, causando isquemia.
Receptores da dor: difusamente distribuído nas câmaras
superficiais da pele e alguns tecidos internos.
Tipos de estímulos que ativam os receptores da dor: Mecânico,
térmico e químico.
Ao
contrário da maioria dos tipos de receptores do corpo, os receptores da dor se
adaptam muito pouco ou nada.
Em
certas condições, a excitação das terminações da dor podem até aumentar, esse
aumento de sensibilidade é chamado de hiperalgesia.
Algumas substâncias químicas que excitam a dor do tipo química: bradicinina,
ácidos, íons e potássio.
Estas
são importantes em estimular o tipo de dor lenta após a lesão de um tecido.
Termorreceptores
De
37ºC a 43ºC, a sensação é de algo quente a partir de 43ºC começa a perceber a
dor, pois os tecidos começam a ser lesionados nesta temperatura.
Uma das causas mais comum da dor: espasmo muscular.
Espasmo muscular: é a contração involuntária de um
músculo, normalmente acompanhado de uma dor localizada. É causado por mal
funcionamento dos nervos.(cãibra)
Primeiro
os mecanismos são estimulados, depois os vasos são comprimidos, causando
isquemia e destruição dos tecidos.
Sistema nervoso autônomo ou autonômico
Porção
do sistema nervoso que controla a maior parte das funções dos órgãos e sistemas
do corpo, como por exemplo, ajudar a controlar a pressão arterial, o
funcionamento gastrintestinal, a temperatura do corpo, os batimentos do coração
entre muitas outras. Algumas funções são controladas inteiramente e outras
parcialmente, pelo sistema nervoso autônomo.
Ele
é ativado principalmente por centros localizados na medula espinhal, no tronco
cerebral e no hipotálamo.
É
subdividido em:
Sistema
nervoso simpático: associado á situações de alerta.
Sistema
nervoso parassimpático: associado a situações de relaxamento.
Efeito sobre alguns órgãos
Glândulas salivares e gastrintestinais: estimulados
pelo sistema nervoso parassimpático resultando na normal motilidade intestinal
e grande quantidade de secreção aquosa.
Coração: estimulação simpática aumenta a atividade
cardíaca aumentando a força e frequência cardíaca.
Controle da função motora
A área pré motora envia as informações para o córtex motor
O córtex motor primário que realiza o movimento
A area motora suplementar só auxilia esse movimento
Corrigindo postura durante o movimento, por ex
Situações onde ocorre morte neuronal
-idade: quase nenhuma perda de neurônio.
-exercício físico extenuante (cíclicos): fadiga
a nível de sistema nervoso central grande perda de sódio.
-pancadas: demência pugilística.
Desuso: deixar de raciocinar por exemplo.
O
trato gastrintestinal é formado pela cavidade oral, faringe, esôfago, estômago,
intestino delgado e intestino grosso.
Sequência do processo da digestão dos alimentos
Mastigação: reduz o alimento em partículas menores. A
presença do alimento na boca desencadeia uma ação reflexa do sistema nervoso
central, liberando saliva.
A saliva contém duas enzimas:
Alpha-amilase salivar: hidrolisa o carboidrato.
Lipase lingual: hidrolisa o lipídio. Hidrolisar:
quebrar.
Deglutição: passagem do bolo alimentar, da boca ao
estômago pelo esôfago.
O
esfíncter esofágico superior se abre, e permanece aberto somente durante o
tempo da passagem do alimento da boca ao esôfago.
O
centro neural da deglutição inicia uma onda peristáltica, para empurrar o
alimento ao estômago.
O
esfíncter esofágico inferior relaxa para que o alimento chegue ao estômago.
Peristaltismo: movimento dos órgãos digestivos para impulsionar o
bolo alimentar.
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No estômago: com o bolo alimentar no estômago, iniciam-se
ondas peristálticas sucessivas, propelindo o alimento contra o esfíncter do
piloro, causando a trituração do alimento. No estômago também é secretado o
suco gástrico, contendo enzimas que vão auxiliar a digestão.
Intestino delgado: é onde acontece a absorção do alimento.
-Tem
de 6 a 9 metros de comprimento.
-Tem
motilidade (peristaltismo) lento: eficiente para misturar e lento para
propelir, garantindo boa absorção.
Secreções no intestino delgado
Pâncreas: liberam vários tipos de enzimas, que são
capazes de digerir todos os macronutrientes.
Fígado: secreta bile. Importante para digerir
gorduras e vitaminas lipossolúveis. A, D, E , K.
Intestino grosso: quase todo o alimento já foi absorvido
quando chega ao intestino grosso. Suas funções mais importantes são: absorção
de água e eletrólitos (sódio, potássio, etc), armazenamento e eliminação destes
resíduos (defecação). Secreta predominantemente muco.
FISIOLOGIA ÓSSEA
O tecido ósseo (ou matriz óssea) é um dos tecidos humanos
mais resistentes e rígidos, tem como função suporte, sustentação, alavanca,
hematopoiese (produção sanguínea), além de depósito de íons (cálcio e fosfato).
O tecido ósseo é composta por uma parte orgânica (35%,
representa a flexibilidade do osso), e uma parte inorgânica (65%, representa a
rigidez e resistencia do osso) cuja composição é dada basicamente por íons de
fósforo e cálcio, formando cristais de hidroxiapatita. A matriz orgânica é
composta na sua grande maioria por colágeno tipo I.
No tecido ósseo, destacam-se os seguintes tipos celulares
típicos:
·
Os osteoblastos são células ósseas
jovens, existentes em regiões onde o tecido ósseo encontra-se em processo de
formação; apresentam grande atividade na produção de proteínas, principalmente
o colágeno. E AJUDAM NA RECONSTITUÇAO DO TECIDO QUANDO FRATURADO.
·
Os osteoblastos originam os osteócitos,
células ósseas que armazenam cálcio. os osteócitos estão localizados em
cavidades ou lacunas dentro da matriz óssea. Destas lacunas formam-se
canalículos que se dirigem para outras lacunas, tornando assim a difusão de
nutrientes possível graças à comunicação entre os osteócitos. Os osteócitos têm
um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea.
Eles sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglicanas. Também concentram fosfato de cálcio, participando da mineralização de matriz. Possuem um sistema de comunicação intercelular semelhante ao existente entre os osteócitos. Os osteoblastos são originados pelos osteócitos, processo que se dá quando os osteoblastos estão completamente envolvidos pela matriz óssea.
Eles sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglicanas. Também concentram fosfato de cálcio, participando da mineralização de matriz. Possuem um sistema de comunicação intercelular semelhante ao existente entre os osteócitos. Os osteoblastos são originados pelos osteócitos, processo que se dá quando os osteoblastos estão completamente envolvidos pela matriz óssea.
·
Osteoclastos, que participam dos processos de
absorção e remodelação do tecido ósseo. São células gigantes e multinucleadas,
extensamente ramificadas, derivadas de monócitos (célula sanguínea) que
atravessam os capilares sangüíneos, chegando aos tecidos ósseos.
REMODELAÇÃO ÓSSEA:
Depois que o osso atinge seu tamanho e forma adultos, o
tecido ósseo antigo é constantemente destruído e um novo tecido é formado em
seu lugar, em um processo conhecido como remodelação.
Em um adulto saudável, uma delicada homeostase (equilíbrio)
é mantida entre a ação dos osteoclastos (reabsorção) durante a remoção de
cálcio e a dos osteoblastos (aposição) durante a deposição de cálcio. Se muito
cálcio for depositado, podem se formar calos ósseos ou esporas, causando
interferências nos movimentos. Se muito cálcio for retirado, há o enfraquecimento
dos ossos, tornando-os flexíveis e sujeitos a fraturas (Osteoporose). O
crescimento e a remodelação normais dependem de vários fatores
·
Suficientes quantidades de cálcio e fósforo
devem estar presentes na dieta alimentar do indivíduo;
·
Deve-se obter suficiente quantidade de
vitaminas, principalmente vitamina D, que participa na absorção do cálcio
ingerido;
·
O corpo precisa produzir os hormônios
responsáveis pela atividade do tecido ósseo, sendo os principais:
- Calcitonina:
produzida pela tireóide, inibe a atividade osteoclástica e acelera a absorção
de cálcio a nível ósseo, depositando o cálcio na matriz óssea;
- Paratormônio:
sintetizado pelas paratireóides, aumenta a atividade e o número de
osteoclastos, elevando a taxa de cálcio na corrente sanguínea;
No interior dos ossos está a medula óssea, que pode ser:
·
Vermelha: formadora de células do sangue e
plaquetas (tecido reticular ou hematopoiético): constituída por células
reticulares associadas a fibras reticulares.
·
Amarela: constituída por tecido adiposo
(não produz células do sangue).

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