segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

FISIOLOGIA

CENTROS DE CONTROLE CARDIOVASCULAR
O controle central da função cardiovascular ocorre através da interação entre o tronco cerebral e os receptores periféricos específicos.
O tronco cerebral também recebe dados de centros cerebrais superiores ( hipotálamo e córtex cerebral )
Os receptores cardiovasculares periféricos são de dois tipos:
 Barorreceptores: Respondem a alteração de pressão.
Quimiorreceptores: Respondem a alteração química do sangue.
Os barorreceptores dividem-se em dois conjuntos diferentes de acordo com a localização anatômica:
 1 Arco aórtico e seio carotídeo e
2  paredes dos átrios e das grandes veias torácicas e pulmonares
Arco aórtico e seio carotídeo: Sensores arteriais de pressão elevada monitorizam as pressões arteriais geradas pelo ventrículo esquerdo.
Quanto maior a pressão arterial, maior a distensão e maior a taxa de descarga neural para os centros cardiovasculares no tronco cerebral.
 Nas paredes dos átrios e grandes veias torácicas e pulmonares: Sensores de baixa pressão respondem às alterações dos volumes pulmonares.
 Os barorreceptores atriais e venosos regulam o volume de sangue através de seus efeitos sobre:
Atividade simpática renal
A liberação de hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina ( provocam retenção de sódio e água )
A liberação do fator natriurético atrial. ( potente diurético)
Quimiorreceptores: São fortemente estimulados pela hipoxemia.
Os principais efeitos cardiovasculares da estimulação dos quimiorreceptores são:
Vasoconstrição
Aumento da FC



















Somatorreceptores

3 sensores – mecânico; térmico; químico

Dor

Propósito da dor: mecanismo de proteção do corpo ocorre sempre quando um tecido é lesado.
Mesmo ficando sentado por muito tempo na mesma posição, é diminuído o fluxo sanguíneo na região comprimida, causando isquemia.
Receptores da dor: difusamente distribuído nas câmaras superficiais da pele e alguns tecidos internos.

Tipos de estímulos que ativam os receptores da dor: Mecânico, térmico e químico.
Ao contrário da maioria dos tipos de receptores do corpo, os receptores da dor se adaptam muito pouco ou nada.
Em certas condições, a excitação das terminações da dor podem até aumentar, esse aumento de sensibilidade é chamado de hiperalgesia.
Algumas substâncias químicas que excitam a dor do tipo química: bradicinina, ácidos, íons e potássio.
Estas são importantes em estimular o tipo de dor lenta após a lesão de um tecido.


Termorreceptores

De 37ºC a 43ºC, a sensação é de algo quente a partir de 43ºC começa a perceber a dor, pois os tecidos começam a ser lesionados nesta temperatura.
Uma das causas mais comum da dor: espasmo muscular.
Espasmo muscular: é a contração involuntária de um músculo, normalmente acompanhado de uma dor localizada. É causado por mal funcionamento dos nervos.(cãibra)
Primeiro os mecanismos são estimulados, depois os vasos são comprimidos, causando isquemia e destruição dos tecidos.



Sistema nervoso autônomo ou autonômico

Porção do sistema nervoso que controla a maior parte das funções dos órgãos e sistemas do corpo, como por exemplo, ajudar a controlar a pressão arterial, o funcionamento gastrintestinal, a temperatura do corpo, os batimentos do coração entre muitas outras. Algumas funções são controladas inteiramente e outras parcialmente, pelo sistema nervoso autônomo.
Ele é ativado principalmente por centros localizados na medula espinhal, no tronco cerebral e no hipotálamo.

É subdividido em:
Sistema nervoso simpático: associado á situações de alerta.
Sistema nervoso parassimpático: associado a situações de relaxamento.

Efeito sobre alguns órgãos
Glândulas salivares e gastrintestinais: estimulados pelo sistema nervoso parassimpático resultando na normal motilidade intestinal e grande quantidade de secreção aquosa.
Coração: estimulação simpática aumenta a atividade cardíaca aumentando a força e frequência cardíaca.

Controle da função motora
A área pré motora envia as informações para o córtex motor
O córtex motor primário que realiza o movimento
A area motora suplementar só auxilia esse movimento Corrigindo postura durante o movimento, por ex

Situações onde ocorre morte neuronal
-idade: quase nenhuma perda de neurônio.
-exercício físico extenuante (cíclicos): fadiga a nível de sistema nervoso central grande perda de sódio.
-pancadas: demência pugilística.
Desuso: deixar de raciocinar por exemplo.


Fisiologia gastrintestinal

O trato gastrintestinal é formado pela cavidade oral, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso.

Sequência do processo da digestão dos alimentos

Mastigação: reduz o alimento em partículas menores. A presença do alimento na boca desencadeia uma ação reflexa do sistema nervoso central, liberando saliva.

A saliva contém duas enzimas:
Alpha-amilase salivar: hidrolisa o carboidrato.
Lipase lingual: hidrolisa o lipídio. Hidrolisar: quebrar.

Deglutição: passagem do bolo alimentar, da boca ao estômago pelo esôfago.
O esfíncter esofágico superior se abre, e permanece aberto somente durante o tempo da passagem do alimento da boca ao esôfago.
O centro neural da deglutição inicia uma onda peristáltica, para empurrar o alimento ao estômago.
O esfíncter esofágico inferior relaxa para que o alimento chegue ao estômago.

Peristaltismo: movimento dos órgãos digestivos para impulsionar o bolo alimentar.
 






No estômago: com o bolo alimentar no estômago, iniciam-se ondas peristálticas sucessivas, propelindo o alimento contra o esfíncter do piloro, causando a trituração do alimento. No estômago também é secretado o suco gástrico, contendo enzimas que vão auxiliar a digestão.
Intestino delgado: é onde acontece a absorção do alimento.
-Tem de 6 a 9 metros de comprimento.
-Tem motilidade (peristaltismo) lento: eficiente para misturar e lento para propelir, garantindo boa absorção.

Secreções no intestino delgado
Pâncreas: liberam vários tipos de enzimas, que são capazes de digerir todos os macronutrientes.
Fígado: secreta bile. Importante para digerir gorduras e vitaminas lipossolúveis. A, D, E , K.

Intestino grosso: quase todo o alimento já foi absorvido quando chega ao intestino grosso. Suas funções mais importantes são: absorção de água e eletrólitos (sódio, potássio, etc), armazenamento e eliminação destes resíduos (defecação). Secreta predominantemente muco.
Se alguma região sofre irritação ou infecção bacteriana, as paredes do intestino grosso secretam muita água (com eletrólitos), para diluir o fator irritante e acelerar a eliminação desta























FISIOLOGIA ÓSSEA

O tecido ósseo (ou matriz óssea) é um dos tecidos humanos mais resistentes e rígidos, tem como função suporte, sustentação, alavanca, hematopoiese (produção sanguínea), além de depósito de íons (cálcio e fosfato).
O tecido ósseo é composta por uma parte orgânica (35%, representa a flexibilidade do osso), e uma parte inorgânica (65%, representa a rigidez e resistencia do osso) cuja composição é dada basicamente por íons de fósforo e cálcio, formando cristais de hidroxiapatita. A matriz orgânica é composta na sua grande maioria por colágeno tipo I.
No tecido ósseo, destacam-se os seguintes tipos celulares típicos:
·         Os osteoblastos são células ósseas jovens, existentes em regiões onde o tecido ósseo encontra-se em processo de formação; apresentam grande atividade na produção de proteínas, principalmente o colágeno. E AJUDAM NA RECONSTITUÇAO DO TECIDO QUANDO FRATURADO.
·         Os osteoblastos originam os osteócitos, células ósseas que armazenam cálcio. os osteócitos estão localizados em cavidades ou lacunas dentro da matriz óssea. Destas lacunas formam-se canalículos que se dirigem para outras lacunas, tornando assim a difusão de nutrientes possível graças à comunicação entre os osteócitos. Os osteócitos têm um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea.
Eles sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglicanas. Também concentram fosfato de cálcio, participando da mineralização de matriz. Possuem um sistema de comunicação intercelular semelhante ao existente entre os osteócitos. Os osteoblastos são originados pelos osteócitos, processo que se dá quando os osteoblastos estão completamente envolvidos pela matriz óssea.
·         Osteoclastos, que participam dos processos de absorção e remodelação do tecido ósseo. São células gigantes e multinucleadas, extensamente ramificadas, derivadas de monócitos (célula sanguínea) que atravessam os capilares sangüíneos, chegando aos tecidos ósseos.

REMODELAÇÃO ÓSSEA:
Depois que o osso atinge seu tamanho e forma adultos, o tecido ósseo antigo é constantemente destruído e um novo tecido é formado em seu lugar, em um processo conhecido como remodelação.
Em um adulto saudável, uma delicada homeostase (equilíbrio) é mantida entre a ação dos osteoclastos (reabsorção) durante a remoção de cálcio e a dos osteoblastos (aposição) durante a deposição de cálcio. Se muito cálcio for depositado, podem se formar calos ósseos ou esporas, causando interferências nos movimentos. Se muito cálcio for retirado, há o enfraquecimento dos ossos, tornando-os flexíveis e sujeitos a fraturas (Osteoporose). O crescimento e a remodelação normais dependem de vários fatores
·         Suficientes quantidades de cálcio e fósforo devem estar presentes na dieta alimentar do indivíduo;
·         Deve-se obter suficiente quantidade de vitaminas, principalmente vitamina D, que participa na absorção do cálcio ingerido;
·         O corpo precisa produzir os hormônios responsáveis pela atividade do tecido ósseo, sendo os principais:
- Calcitonina: produzida pela tireóide, inibe a atividade osteoclástica e acelera a absorção de cálcio a nível ósseo, depositando o cálcio na matriz óssea;
- Paratormônio: sintetizado pelas paratireóides, aumenta a atividade e o número de osteoclastos, elevando a taxa de cálcio na corrente sanguínea;

No interior dos ossos está a medula óssea, que pode ser:
·         Vermelha: formadora de células do sangue e plaquetas (tecido reticular ou hematopoiético): constituída por células reticulares associadas a fibras reticulares.
·         Amarela: constituída por tecido adiposo (não produz células do sangue).

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